Comer pão, massas e tudo quanto seja
derivado de cereais, não é nada bom para a sua saúde. Saiba porquê.
Você já ouviu falar que comer grãos
(cereais) é algo muito bom para a saúde, que pode-se consumi-los à vontade,
sobretudo os integrais.
Mas, isso não é verdade!
Deve-se tomar muito cuidado com a
quantidade de grãos que ingerimos.
Se compararmos o impacto metabólico versus o
benefício de certos grãos e amidos, o resultado não será dos melhores, pois
muitos desses alimentos estão carregados de toxinas e anti-nutrientes!
Essas toxinas são produzidas pelas plantas
e, diferentemente de toxinas geradas pelos homens, agem protegendo a planta de
ser comida pelos mamíferos.
Portanto, grãos devem representar uma
pequena parte da nossa alimentação.
O tipo de grão que é virtualmente livre de
toxinas é o arroz branco, que contém menos toxinas que o arroz integral. A
grande maioria das toxinas no arroz branco é destruída pelo cozimento, o que o
torna um grão adequadamente recomendado.
Vamos falar um pouco sobre essas toxinas
ou anti nutrientes presentes nos cereais:
- Lectinas: são proteínas que se
ligam a carboidratos e que estão em grande parte do reino vegetal. São
reconhecidas como os maiores anti nutrientes dos alimentos.
As lectinas dos grãos e dos cereais são,
por exemplo, o germe de trigo aglutinina, que podem interferir na atividade de
absorção e digestão, além de alterar o equilíbrio da flora bacteriana, causando
problemas com o metabolismo normal do trato digestivo.
No caso dos humanos, esse potencial é bem
alto. As plantas produzem lectina para repelir seus inimigos naturais, como os
fungos e insetos. Porém, as lectinas não são só inimigas desses, elas afligem
também os humanos!
Há diversos tipos de lectinas (como as do
trigo) que se ligam a receptores específicos na nossa mucosa intestinal,
comprometendo a absorção de nutrientes através da parede intestinal para chegar
à corrente sanguínea. Dessa forma elas agem como antinutrientes.
A Lectina estimula inflamação, causa
hiper-resposta imunológica e piora a viscosidade do sangue, condições que
predispõe doença (as doenças autoimunes, por exemplo).
A lectina do trigo é a grande responsável
pelos efeitos nocivos difusos, mas o trigo não é o único grão com quantidades
significativas de lectina. Todas as sementes da família das gramíneas (arroz,
trigo, espelta, centeio, etc.) são ricas em lectina.
No caso da lectina do trigo, ela pode
comprometer a sua saúde em diversos mecanismos:
·Sistema
imunológico: as lectinas podem-se ligar ativando glóbulos brancos.
·Sistema
neurológico: pode comprometer a camada protetora dos nervos (bainha de
mielina), caso ultrapassem a barreira hematoencefálica. Pode comprometer
fatores de crescimento do nervo, o que é importante no crescimento, manutenção
e sobrevivência de certos neurônios.
·Sistema
cardiovascular: induz agregação de plaquetas, além de ter potencial para
comprometer a remoção de neutrófilos dos vasos sanguíneos.
·Sistema
celular: induz apoptoses, a morte celular programada.
·Pró-inflamatório:
estimula a síntese de mensageiros químicos pró-inflamatórios, mesmo em pequenas
concentrações.
Além disso, comprometem o sistema
endócrino.
Inibidores do
crescimento:
– Ácido Fítico: potente inibidor enzimático que
bloqueia a ação da tripsina e outras enzimas necessárias para a digestão de
proteínas.
Esses inibidores não são desativados
durante o cozimento, causando grave desconforto gástrico, redução da digestão
proteica, deficiência na absorção de aminoácidos e alteração patológica no
pâncreas, incluindo o câncer.
Um grão riquíssimo em ácido fítico é , por
exemplo, a soja.
Este ácido está presente no farelo ou
cascas de todas as sementes. É uma substância que pode bloquear a absorção de
minerais, como cálcio, magnésio, cobre, ferro e zinco no trato digestivo.
Há um consenso geral entre os cientistas,
pela extensão de estudos científicos, sobre o efeito do ácido fitico no
comprometimento da absorção de minerais. Entre os grãos e legumes, a soja é a
que tem a maior concentração de fitatos.
– Glúten: a palavra glúten vem do latim
“glue”, que significa cola. O nome se justifica, já que o glúten apresenta
propriedades adesivas. Ele está presente em grãos como o trigo, centeio e
cevada.
Essas propriedades “adesivas” interferem
com a degradação e absorção dos nutrientes, incluindo nutrientes de outros
alimentos, na mesma refeição. Esses componentes glutinosos não digeridos podem ativar
o seu sistema imunitário a atacar a mucosa do seu intestino delgado, causando
diarreia ou constipação, náusea e/ou dores abdominais.
As reações, quando severas, são
classificadas como “Doença Celíaca” e as reações leves como “intolerância ao
glúten”.
Com o tempo, o intestino delgado torna-se
extremamente lesado e com capacidade reduzida de absorver nutrientes, como o
ferro e o cálcio. Isso poderá desenvolver problemas de saúde como a anemia,
osteoporose e outros.
E, para piorar, o trigo moderno e outros
grãos diferem enormemente do trigo dos nossos ancestrais, pois a proporção de
proteína do glúten no trigo atual aumentou muito como resultado da hibridação.
Espero que você tenha entendido porque nem
todo vegetal faz bem a saúde. Muitas vezes, as pessoas acham que os grãos são a
salvação, quando na verdade ocorre justamente o contrário…
Principalmente os processados, que as
crianças e muitos adultos comem TODOS OS DIAS na 1ª refeição do dia, carregados
de açúcar.
Agora que você já sabe, tome uma atitude.
A acrescentar a isto, há ainda o problema
que o excesso da alimentação derivada de cereais aumenta os triglicéridos e a
possibilidade de desenvolver diabetes.
Referências bibliográficas:
·The
Lancet, April 25, 1992;339:1062
·Gastroenterology,
2002;122:1784-1792
·B M J,
April 17, 1999;318:1023-1024
·Journal of Agricultural and Food Chemistry
October 9, 2009

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